
A origem do tabaco é antiga e está ligada aos rituais indígenas em toda a América. Naquela época não existia a comunicação entre os povos do modo como vemos hoje, mas, de um modo surpreendente, havia uma semelhança entre os rituais das tribos que habitavam essa terra: eles tinham o costume de fumar tabaco em suas cerimônias com a crença de que a planta teria o poder de conduzir suas almas ao transe, possibilitando, assim, a comunicação com os deuses, ou seres da natureza.

Hoje, com tanta possibilidade de comunicação entre os Homens, com tanta troca de informação e conhecimento, sabemos que o tabaco não conduz ao transe, que, na verdade, a nicotina (principal elemento na composição do tabaco) não traz qualquer benefício, seja espiritual ou físico, ao ser humano.
Cristóvão Colombo chegou ao continente americano no ano de 1492, conforme nos conta a história, e, 50 anos mais tarde, teve início o cultivo de tabaco em Portugal. Mais 50 anos e fumar cachimbo tornou-se um hábito em grande parte da Europa.
Após serem realizados estudos sobre a planta, houve a primeira classificação científica. O tabaco, a partir de 1737, foi denominado Nicotiana tabacum. Esse nome foi uma homenagem do botânico Linneu à Jean Nicot, embaixador que levou o tabaco para a França.
Mais tarde, através de análises da planta, foi detectado o princípio ativo do tabaco: o que hoje nós chamamos de nicotina. A partir daí muito foi feito, a ciência conseguiu isolar esse elemento e, em 1890, a nicotina foi fabricada em laboratório.
Durante um bom tempo houve apenas uma forma de consumo do tabaco: o cachimbo (fumo). Depois de quase três séculos da chegada da planta na Europa é que novas modalidades foram surgindo. Primeiro o rapé, para ser inalado; depois veio a fase do charuto, que passou a simbolizar status social e econômico; e, por fim, o cigarro, que teve grande crescimento por ser, em comparação com o cachimbo e o charuto, mais econômico e prático.
No final das contas, o consumo do tabaco, independente da versão que é usada, está ligado ao seu princípio ativo: a nicotina. É ela que determina a necessidade de consumo para os fumantes, pois é responsável pela sensação de satisfação atribuída ao fumo. Dessa forma, a nicotina causa dependência tanto química, quanto física e psicológica, já comprovado por estudos científicos.

Na evolução dos produtos do tabaco, principalmente quando falamos da indústria do fumo, vieram os cigarros de baixo teor, que possuem uma quantidade menor de nicotina e outras substâncias. Mas a conseqüência disso é o aumento do consumo de cigarros por dia e não a diminuição da absorção de nicotina, já que o organismo do fumante em dependência busca uma quantidade já determinada do princípio ativo e não do cigarro em si.
Desde março de 2001 foi proibido, pelo Ministério da Saúde, o uso de termos como ultra baixos teores, baixos teores, suave, light, soft, leve, teores moderados, altos teores, e outros que possam levar à uma interpretação errada no uso dos derivados do tabaco.