
O tabaco é uma mistura de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas que se distribuem em duas fases: uma gasosa, composta principalmente por monóxido de carbono, e uma particulada, onde encontramos a nicotina e o alcatrão.
O monóxido de carbono, representado pelo símbolo CO, presente em um cigarro tem uma proporção sememlhante à quantidade eliminada pelo cano de descarga de um carro. O mal causado pelo CO é definido pela afinidade entre ele e a hemoglobina, um elemento presente nos glóbulos vermelhos do sangue encarregado de levar oxigênio para os órgão no nosso corpo.
A ligação que acontece entre o CO e a hemoglobina forma uma outra substância, chamada carboxihemoglobina, que dificulta a oxigenação do sangue e, consequentemente, diminue a quantidade de oxigênio que chega aos órgãos, causando doenças como a aterosclerose.

O alcatrão é formado a partir da combustão dos derivados do tabaco. Ele é composto por mais de 40 substâncias cancerígenas e entre elas temos arsênio, resíduos de agrotóxicos, substâncias radioativas como acetona, naftalina e outras, usadas para veneno de rato.
A nicotina é a substância responsável pela dependência do fumante. Considerada uma droga psicoativa, ou seja, ela age diretamente no sistema nervoso central (como a cocaína) e chega rapidamente ao cérebro, onde libera substâncias que transmitem sensações de prazer ao fumante. Por causa disso, o tabagismo é classificado como doença que causa transtornos mentais e de comportamento.
O poder da nicotina pode ser medido por sua ação quase que imediata: depois de uma tragada, a nicotina é absorvida e espalha-se por quase todo o organismo, chegando ao cérebro em aproximadamente 9 segundos. Nenhuma droga age tão rápido em nosso sistema nervoso.
Para entendermos melhor o efeito que a nicotina tem sobre o cérebro humano precisamos saber que os neurônios, responsáveis pela comunicação dentro do nosso corpo, precisam de substâncias chamadas neurotransmissores para fazer seu trabalho. É através deles que o corpo reconhece as sensações.
A nicotina imita a ação de um neurotransmissor e, como uma molécula clandestina, a nicotina se encaixa nas células cerebrais. Estimuladas pela nicotina, essas células produzem mais dopamina, que é um neurotransmissor associado à sensação de bem-estar.
Além disso, a nicotina causa a diminuição do volume interno das artérias, provocando aceleração da frequência cardíaca e hipertensão. Em união com o monóxido de carbono, a nicotina provoca diversas doenças cardiovasculares, além de estimular a produção de ácido clorídrico no aparelho gastrointestinal, que pode causar úlcera gástrica, e desencadear a liberação de toxinas no pulmão, podendo provocar enfisema pulmonar.