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Entendendo Melhor


Por: Rosângela Simas, Assistente Social

Tabagismo: uma doença silenciosa

Por: Rosângela Simas, Assistente Social

Muitos são os motivos, pelos quais as pessoas se iniciam no tabagismo.

Na zona rural por exemplo, muitas vezes, são os próprios pais que tornam seus filhos dependentes, sem o saber, porque utilizam o cigarro para espantar os insetos, enquanto trabalham nas roças.

No meio urbano, entre os jovens, tal iniciação se dá por imitação, seguindo exemplo de pais, professores, profissionais de saúde, de ídolos; às vezes, para conseguir fazer parte da turma por pressão do grupo, como auto-afirmação, para se sentir adulto; pela busca da emoção e do prazer; por brincadeiras no meio escolar; por se acreditar que nada de ruim vai acontecer naquele momento ou, simplesmente para transgredir normas e experimentar uma atitude de risco.

Já na fase adulta e na terceira idade, quando se inicia nesta fase da vida, isto se dá, por problemas que vivenciam no momento, o meio em que vivem, influenciando e sendo influenciados, pela ociosidade, é o caso dos aposentados que, sem terem mais o trabalho no qual se doavam e preenchiam os seus dias, as suas vidas, sentem-se sós, abandonados, encontrando no cigarro uma “companhia”, um “amigo”.

A dependência vai se estabelecendo aos poucos, de forma progressiva, sem a percepção de que isto, está se transformando em uma doença. As pessoas não se dão conta de que, uma coisa que lhes causa tanto “prazer”, que fazem com tanto gosto, pode lhes trazer grandes malefícios.

Ninguém começa fumando um maço de cigarros por dia, ao contrário, iniciam com uma tragadinha e sentem tamanho prazer que a vontade, é repetir o ato. Tudo que nos dá prazer, a tendência é buscarmos sentir novamente, e isto se aplica em todas as áreas da vida e, com o cigarro não é diferente.

O organismo começa a se acostumar com aquela tragadinha e, com o uso freqüente, esta, já não produz a mesma sensação de prazer que se obteve na primeira vez, então automaticamente, tanto o número de tragadas, como o número de cigarros vão aumentando gradativamente.

É muito comum, ouvirmos depoimentos como este:

“Fumei durante 30 anos, dia 2 de maio de 2007, fez 1 ano que estou sem fumar. A dependência me escravizava, passei por muita discriminação mas, fingia que não era comigo, fingia que não me importava, diante dos outros, mas comigo mesma, me incomodava muito.

Quando tomei a decisão, foi mais pelos outros mas, partindo de mim. Parei, não porque alguém me pressionasse diretamente, foi por vontade própria. Esta foi a melhor resolução da minha vida. Hoje, só recebo elogios e, fisicamente estou muito melhor; minha voz que era rouca, voltou ao normal; pigarro, não tenho mais; a tosse que tinha pela manhã, acabou.

Eu não achava que o cigarro me fazia mal, não percebia nada fisicamente, hoje, após ter parado e, fazendo esse retrospecto, é que percebo o quanto ele mexeu comigo durante todo o tempo que fiz uso dele – antes, tudo eu achava normal, achava que era da idade, voz, pigarro, tosse ... eu não me importava com o que me acontecia, não conseguia fazer uma relação direta com o cigarro – como eu podia perceber algo ruim, no cigarro, se quando eu fumava, ele me dava tanto prazer, me sentia bem, tinha ânimo para fazer tudo, fumava porque adorava fumar, gostava muito de fumar, fumava com prazer.

Só agora vejo o peso que carregava e, não sabia quem o colocava em minhas costas.

Hoje, não sinto limitação alguma. Sou querida em todos os lugares que freqüento, antes achava que “eu” não era bem vinda, agora sei que era apenas o cigarro; me pego fazendo atividades que não conseguia desempenhar, achando que estava ficando velha.

Descobri que ainda posso, tudo o que quiser, com a graça de Deus. Ele sempre coloca anjos em nossa vida, porque as vezes, não conseguimos escutar Sua voz, porque não O vemos então, nos manda anjos de carne e osso, palpáveis, na nossa frente, para nos fazer, ou melhor, para nos ajudar a enxergar o óbvio, que cigarro é sinal de morte e parar, é sinal de vida, vida longa e saudável”.

Diante desse relato, dizemos a você: - não se iluda, achando que as pequenas coisas que se sente, como por exemplo, rinite, sinusite, alergias, tosses, úlceras, dentre outras, nada tem a ver com o cigarro. Ou dizer, não consigo andar mais rápido, porque a idade está chegando...

Não se engane, a doença está em você, está acometendo e comprometendo seriamente todo o seu organismo, porque ela é silenciosa e, o preço que ela cobra é muito alto ... você não vai querer pagar para ver, vai ?

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