
Quantas vezes você já deve ter ouvido falar sobre os malefícios que o cigarro traz para saúde, não só do usuário como da população e meio ambiente.
Atualmente, o tabagismo já virou um hábito anti-social, mas ao mesmo tempo muitas pessoas continuam a fumar, mesmo sabendo que ao iniciar o vício a chance de adquirir doenças como câncer de pulmão, aumento dos níveis de colesterol, hipertensão arterial e conseqüentemente cardiopatias, entre outras enfermidades é grande. Milhares de pessoas morrem todos os anos, e o que você deve fazer?
Se alguém chegasse perto de você e falasse que ao contrário de fumar você deveria investir na sua saúde, apenas iniciando uma atividade física regular com propósito de manter um hábito de vida saudável para melhorar o seu bem-estar, e essa atividade física pudesse conscientizá-lo da necessidade de abandono do fumo, sabe o que você teria a ganhar?
Uma melhora considerável na aptidão física; diminuição do risco de doenças crônicas; combate ao ganho de peso potencial; auxílio no combate aos sintomas de abstenção, como ansiedade, stress e outros benefícios indiretos como o elogio de pessoas que estão a sua volta, além de ser mais um exemplo do combate ao tabaco.
Na adolescência, a partir dos 12 anos é que se observa o início do hábito de fumar tanto nas grandes cidades como no interior. As escolas que tem como hábito motivar a atividade física e os esportes entre seus alunos cultiva, e muito a formação de cidadãos mais saudáveis, já que a disciplina esportiva tem em seu rigor a saúde corporal, ao contrário de outras, na sua maioria públicas e em algumas situações particulares, pobres em áreas físicas onde o objetivo não é a formação plena do aluno, favorecendo ainda mais a abertura para o tabagismo.
O jovem que inicia seu vício precocemente tem uma propensão cada vez maior para outros comportamentos de risco como bebidas, drogas, porte de armas, brigas e desrespeito às leis de trânsito como o não uso do cinto de segurança.
O fumo diminui em alto grau a capacidade individual para prática de exercícios. Na maioria das vezes o principal motivo que o fumante tem para não iniciar uma prática regular de atividade física é o medo de engordar, também relata a falta de resistência física e muitas vezes não gosta nem de ouvir falar em tentar parar de fumar chegando a mentir sobre a quantidade de cigarros que consome.
Muitos estudos estabelecem que o fumo diminui a capacidade de realização de atividades saudáveis como subir escadas, caminhar, nadar, correr, pelo fato do fumante possuir uma função pulmonar diminuída, apresentar elevados níveis de monóxido de carbono no sangue e conseqüente diminuição do consumo máximo de oxigênio (VO2).
O que acontece com o corpo de um fumante quando o mesmo inicia uma atividade física regular e não consegue progredir? O que sabemos é que o monóxido de carbono e a nicotina são os grandes vilões, que presentes na corrente sangüínea como é o caso do monóxido se associa a hemoglobina (célula do sangue que transporta oxigênio para os tecidos), reduzindo a captura pelas células musculares do oxigênio, fazendo com que qualquer exercício seja realizado com maior dificuldade. Enquanto isso a nicotina promove um aumento da freqüência cardíaca e pressão arterial, diminuindo o débito cardíaco ampliando a demanda de oxigênio pelo músculo do coração. Uma segunda ação da nicotina seria um aumento dos níveis de lactato sanguíneo permitindo que o praticante não consiga permanecer no exercício por um tempo prolongado, já que o seu acúmulo auxilia na fadiga muscular.
A prática regular de exercícios físicos, sendo ela bem orientada pelo profissional de Educação Física em conjunto com uma equipe multidisciplinar vem acrescentar e muito para o aumento da consciência do fumante em relação ao abandono do vício, essa ação seria uma grande aliada ao combate desse mau hábito de uma grande parcela da população, permitindo que a conscientização seja o princípio motivador tanto na teoria como na prática, em prol do cultivo de uma melhor qualidade de vida e bem estar físico para todas as idades.